Rastreio e deteção do cancro oral avança em março

A partir de março, os médicos de família em conjunto com os dos três IPO vão passar a intervir precocemente e a rastrear o cancro oral na população portuguesa, prevendo-se a emissão de cheques-diagnóstico e cheques-biópsia (dois de cada por doente).

De acordo com um despacho hoje publicado em Diário da República, o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral passa a abranger um nova área de resposta com acesso a dentistas.

O processo tem inicio com a intervenção do médico de família,no âmbito de um rastreio de cancro oral, através de uma norma definida pela Direção -Geral da Saúde;

Mas também pode partir do diagnóstico clínico de lesões malignas ou potencialmente malignas, detetadas pelo médico de família no seguimento de queixa pelo utente ou referidas por médico estomatologista ou médico dentista.

Em caso de lesão suspeita, deve ser submetida a procedimentos de diagnóstico como a biópsia, pelo que é emitido pelo sistema informático um cheque -diagnóstico de referenciação para um médico aderente devidamente habilitado.

Caso considere necessária a realização da biópsia, realiza a recolha do produto e providencia o seu envio ao laboratório.

Em caso de tumor, será marcada consulta no IPO com carácter de urgência.

O valor do cheque -diagnóstico é de 15 euros sendo o valor do cheque-biópsia de 50 euros. O número de cheques a atribuir por utente, no âmbito da intervenção precoce em cancro oral, é de 2 cheques-diagnóstico e de 2 cheques -biópsia por ano.

Portugal apresenta elevadas taxas de incidência de cancro oral, associadas a baixos níveis de sobrevivência dos doentes frequentemente associados a diagnósticos tardios.

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