"Quero um papa que não seja expressão de um lobby"

D. Januário Torgal Ferreira defende que o papa que suceder a Bento XVI não deve representar os interesses do eurocentrismo, africanismo, asiatismo ou América Latina, mas deve estar pronto para ouvir o mundo, sem ter receio de qualquer problema que possa ocorrer no seu pontificado.

Em entrevista ao Gente que Conta, programa de entrevistas conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, o bispo das Forças Armadas admite que a resignação de Bento XVI foi uma surpresa, mas sublinha que o Papa "foi escolhendo" o momento próprio para sair. E acrescenta que a pouca confiança na Cúria poderá ter determinado a decisão de Ratzinger de abandonar a liderança da Igreja Católica.

Destaca do pontificado de Bento XVI a sua luta contra a pedofilia, mas admite que é necessário continuar este combate e que a posição da Igreja, relativamente a este problema, tem sido pudica e pouco adequada.

Num breve comentário à atualidade nacional, D, Januário Torgal Ferreira afirma que o Governo não pode pedir "cortes, subtrações e divisões no seguimento menos sensato do que tem sido feito". E sublinha que não foi a classe trabalhadora que "assassinou" o trabalho em Portugal.

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.