Quercus exige que Portugal vote proibição de pestiças

A Quercus exigiu hoje que Portugal vote a favor da proibição dos pesticidas ligados ao desaparecimento de abelhas em todo o mundo, uma posição que defende proteger os polinizadores, o equilíbrio dos ecossistemas e a agricultura.

Os Estados membros da União Europeia vão votar na segunda-feira sobre a proibição de uma "controversa classe de pesticidas, os neonicotinóides" e a Quercus vem pedir que o Governo português defenda a impossibilidade de utilização destes produtos que "matam abelhas".

Em comunicado, a associação ambientalista salienta que esta posição "irá proteger os polinizadores e o equilíbrio dos ecossistemas, a produção agrícola nacional e a apicultura, que não só tem importância na sua ação polinizadora mas também como atividade económica sustentável".

"As populações de polinizadores estão num estado de declínio, algumas espécies estão mesmo listadas como em risco de extinção, o que coloca uma significativa ameaça à integridade da biodiversidade do planeta e à qualidade e quantidade de alimentos disponíveis a uma população mundial crescente", refere a Quercus.

As estimativas apontam para que, pelo menos, 80% das culturas agrícolas mundiais necessitem de polinização para dar semente.

Síndrome do Colapso das Colónias é a designação dada a um fenómeno em que as abelhas desaparecem inexplicavelmente, deixando para trás uma colmeia com criação e comida, o que foi detetado pela primeira vez em 2006 e que causa "sérios problemas em todo o mundo, inclusive Portugal".

Nos últimos 3 anos, "mais de 30 estudos científicos vêm demonstrar os efeitos adversos dos neonicotinóides nos insectos", salienta ainda a Quercus.

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