Quatro detidos por burla ao SNS

A Polícia Judiciária deteve quatro pessoas na sequência de burla ao Estado, falsificação de receitas e corrupção. Entre os detidos estão dois médicos, um delegado de informação médica e uma proprietária de uma farmácia nas zonas de Lisboa e de Trás-os-Montes.

Segundo um comunicado da PJ, no decurso desta operação foram realizadas nove buscas domiciliárias e foi apreendido material relacionado com a prática de atividade criminosa em investigação.

Tal como em processos anteriores, há suspeitas de associação criminosa, de crime de falsificação de receitas médicas e de burla ao Estado, na sequência da obtenção de comparticipações estatais indevidas.

A investigação ainda está em curso, de forma a ser possível recolher provas e apurar o prejuízo causado ao Estado. Os detidos vão ser presentes a tribunal para determinação das medidas de coação.

A investigação foi realizada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, com o apoio do Ministério da Saúde, e no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público.

Só aos prescritores foram imputados montantes de 115 milhões de euros. Neste caso, 194 dos 229 relatórios produzidos são relativos a médicos, 30 a farmácias e três envolvem convencionados de meios complementares de diagnóstico e terapêutica.

A fraude na saúde já levou à detenção de 35 pessoas, tendo 253 sido constituídas arguidas ainda antes deste caso hoje anunciado.

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