"Quadros Miró não são do Estado"

Lourenço Soares, antigo administrador do BPN, declarou que valiosa colecção de arte pertence a três offshores e o Estado não pode reclamar a sua propriedade

O antigo administrador do BPN Lourenço Soares declarou, hoje na Comissão Parlamentar de Inquérito, que o Estado não pode reclamar a propriedade da valiosa colecção de quadros do pinto Juan Miró, que a após a reprivatização do BPN passaram para a esfera das scoeidades veículo, porque estes "do ponto de vista jurídico-formal pertencem a três offshores". O ex-administrador, que esteve no banco durante o período de nacionalização, acrescentou ainda que "apesar de existir um contrato de penhor, a propriedade é das offshores".

Lourenço Soares, após ter sido questionado pelo deputado do CDS João Almeida sobre a colecção de quadros Miró, adiantou aos deputados que, em 2011, o BPN e a Galilei (antiga SLN) tentaram chegar a um acordo sobre a propriedade dos quadros. "Porém, a SLN não conseguiu contactar os directores fiduciários das offshores para estes lhe passarem mandatos de venda", disse Lourenço Soares. E acrescentou: "A própria SLN não tem legitimidade para representar as offshores".

Atualmente, a colecção está à guarda da Caixa Geral de Depósitos.

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