PSP põe fim a jantar privado em discoteca que MAI fechou

Grupo responsável pela Urban Beach diz que restaurante do espaço abriu para 70 pessoas. Administrador responde por desobediência a despacho do ministro

A diferença de entendimento sobre se um jantar privado pode ter lugar num espaço que está fechado por ordem do ministro da Administração Interna levou a que na noite de segunda-feira a PSP voltasse ao Urban Beach para mandar encerrar o restaurante Papagayo, onde um grupo de 70 pessoas de nacionalidade italiana jantava, alegando que os responsáveis da discoteca tinham desobedecido ao despacho de Eduardo Cabrita.

Esta ação policial levou ainda à identificação do administrador do grupo que detém a discoteca fechada depois de ser conhecido um vídeo em que se viam seguranças do espaço - dois estão em prisão domiciliária indiciados de tentativa de homicídio - a agredir dois jovens, na madrugada de 1 de novembro. A ordem é válida por seis meses e os responsáveis do Grupo K estão a planear a reabertura da discoteca pois está a decorrer, segundo anunciaram ontem, o processo de fiscalização e vistorias, nomeadamente relacionadas com a segurança, para que a Urban Beach possa reabrir.

Enquanto esses processos decorrem há compromissos contratualizados há vários meses que a empresa tem de cumprir sob pena de ser penalizada, segundo frisou ao DN fonte oficial do Grupo K. Foi o que aconteceu na segunda-feira. "Somos um grupo de eventos e tínhamos um fechado [com contrato assinado] há muito tempo para 900 pessoas. Estava previsto o jantar para o Kais Restaurant, o Skones Club e o Adega do Kais, mas além das 900 pessoas estavam mais 70 que não podíamos instalar nestes espaços. Por isso, sentámo-las no restaurante Papagayo. Não abrimos o espaço ao público, não houve confeção de refeições, estiveram lá cerca de 90 minutos. E para os levarmos do Kais para o restaurante ligámos as luzes", explicou.

Para o Grupo K não se registou qualquer ilegalidade. "Quando a PSP chegou o jantar já tinha acabado e as pessoas iam para o Skones onde continuava o evento. Os agentes da PSP pediram ao administrador que lá estava para os acompanhar, prestou declarações, esteve nesta manhã [ontem] no tribunal e agora o processo continua [foi aberto um processo criminal, soube o DN]", acrescentou, realçando que o espaço "não abriu".

Fonte oficial da PSP confirmou ao DN que "polícias do Comando Metropolitano de Lisboa procederam, cerca das 22.45 de ontem [segunda-feira] ao encerramento do espaço, onde decorria uma alegada festa privada". E que "foi detido um administrador por desobediência ao despacho do senhor ministro da Administração Interna".

Segundo soube o DN, horas antes deste jantar estiveram no local elementos da PSP numa ação de fiscalização das condições de segurança, nomeadamente de videovigilância, no âmbito do processo que poderá levar à decisão de reabertura do espaço.

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