PSP garante não ter registo de intrusão de 'hackers'

A PSP garantiu hoje que "não tem registo de qualquer intrusão no seu site externo ou na rede de informações/procedimentos policiais", numa nota publicada no Facebook, reagindo à divulgação de uma lista contactos de 107 polícias de Chelas.

Na mesma nota, a Polícia de Segurança Pública reconhece que "existem tentativas externas de intromissão no site institucional" da força policial, "que não surtiram efeito até ao momento".

O jornal "Público" revelou na sua edição de hoje, que um grupo intitulado 'Lulzsec Portugal' terá acedido ilegalmente aos computadores do Ministério da Administração Interna (MAI), copiando e divulgando os dados pessoais de mais de uma centena de efectivos da PSP.

Entretanto, numa nota enviada à Lusa, a PSP sublinha que a sua rede "não foi acedida externamente por incursões que coloquem em causa a gestão da informação reservada".

"O site da PSP apenas disponibiliza informação de carácter geral para todos os cidadãos, sem restrições de acesso, motivo pelo qual a tentativa não consumada de intrusão apenas tem limitado acesso pontual ao site", esclareceu.

Revelando que ao longo dos últimos dias retirou o site do ar algumas vezes para limitar a tentativa de acesso externo, a PSP garantiu que a base de dados tornada pública "está alojada num servidor externo à Rede Nacional de Segurança Interna".

Entretanto, o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP anunciou que tenciona apresentar queixa contra os autores do ataque à sua página de Internet, cujos conteudos foram alterados, rejeitando que a divulgação de contactos de 107 polícias de Chelas tenha tido origem no seu site (ver notícia relacionada).

O grupo de piratas informáticos 'LulzSec Portugal' divulgou no sábado os dados pessoais e confidenciais de pelo menos 107 elementos da PSP de três esquadras (14.ª, 16.ª e 38.ª) da zona de Chelas, Lisboa.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG