PSP alerta pais para regras no transporte de crianças

A Polícia de Segurança Pública (PSP) aproveitou hoje o regresso às aulas para alertar automobilistas em Lisboa para as regras no transporte de crianças, em particular para a utilização de cadeiras próprias e de cintos de segurança.

A PSP pretende "alertar os pais das crianças para a importância da correta utilização das cadeirinhas e sistemas de retenção durante o transporte" em viaturas, explicou à Lusa a subcomissária Teresa Pinto, coordenadora do programa Escola Segura em Lisboa.

"Muitas vezes, os pais descuram o transporte dos seus filhos" e, devido à pressa ou por qualquer outro motivo, "deixam as crianças sair das viaturas de forma incorrecta ou esquecem-se dos cintos de segurança", alertou a oficial de polícia.

A acção de sensibilização da PSP decorreu junto ao Jardim Escola de São João de Deus, na zona Estrela, em Lisboa, e os agentes entregaram aos pais e encarregados de educação dois panfletos com as regras de segurança e o livro para crianças "O Rato e o Leão".

A subcomissária Teresa Pinto salientou que os encarregados de educação e alunos têm de "adoptar comportamentos de segurança e de autoprotecção", como os "cintos de segurança, a travessia nas passadeiras e a correta utilização das cadeirinhas".

"Regresso às aulas em segurança" é a operação que a GNR do Algarve vai colocar no terreno na próxima semana para que os primeiros dias do ano letivo escolar decorram com "tranquilidade", informou hoje aquela polícia.

"Os primeiros dias de aulas são cruciais para um bom início do ano letivo, sendo missão da GNR contribuir para que tudo se desenrole com a tranquilidade esperada", explica Vítor Calado, um do responsável pela GNR no Algarve, referindo que "Regresso às aulas em segurança" vai ter em atenção, por exemplo, o aumento do fluxo de trânsito, motivado pelo transporte dos alunos para a escola.

A GNR vai também estar junto dos estabelecimentos escolares da sua responsabilidade, com o objetivo de transmitir conselhos e informações aos pais e aos jovens estudantes, "sobretudo sobre o transporte das crianças menores de 12 anos em veículo automóvel", refere, em comunicado.

A presença da GNR tem também o objetivo de ajudar a criar um "clima de segurança e de empatia entre toda a comunidade escolar", acrescenta o comunicado.

Maria João Alves tem dois filhos na escola e agradeceu "os livros e as indicações", porque "mesmo que as pessoas saibam, muitas vezes esquecem-se de alguma coisa", pelo que o "trabalho da polícia é importante".

Já Rui Silva, longe dos agentes, desvalorizou a acção policial afirmando que "os pais sabem o que é melhor para os filhos, não precisam da polícia para nada".

A polícia devia "facilitar o trânsito para ser mais rápido, em vez de chatear quem está atrasado para o trabalho", comentou.

Um outro pai, que preferiu não ser identificado, insurgiu-se contra os agentes: "o que a polícia pretende é passar multas e facturar à nossa conta", disse.

Orlando Azevedo, pai de quatro filhos, defendeu que campanhas de sensibilização como a realizada hoje são "absolutamente úteis, e sendo dirigidas às crianças estabelecem regras básicas para saber estar em sociedade".

"Os pais estão mais cuidadosos no transporte das crianças", disse Orlando Azevedo, defendendo que o "transporte das crianças está muito diferente, para melhor, em relação ao que se passava há alguns anos".

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