PSD sem apoio para que contratos durem até 3 anos

Na quinta-feira o Parlamento discute um projecto de lei do PSD que propõe "medidas transitórias e excepcionais de promoção do emprego". Só o CDS aceita a proposta.

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O líder parlamentar socialista, Francisco Assis, recusou hoje o projecto de lei social-democrata defendendo que representa uma "profunda precarização" dos vínculos laborais, sobretudo dos jovens, e um "grande retrocesso".

O BE também recusou hoje o projecto de lei social-democrata, acusando o PSD de querer aproveitar a crise para tornar a precariedade em regra.

O líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, por seu lado, defendeu que a proposta pretende "agravar a precariedade" dos jovens trabalhadores.

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, é o que está mais perto de aceiat a proposta do PSD ao defender que em época de recessão económica é preferível permitir a renovação de contratos a termo do que manter o limite de três anos e arriscar o despedimento de trabalhadores. Aliás, entre as iniciativas em discussão no Parlamento esta semana, o CDS-PP propõe que decorrido o período de três anos ou verificado o número máximo de renovações, o contrato pode ainda ser renovado mais uma vez "desde que a respectiva duração não seja inferior a um nem superior a três anos".

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