PSD diz que roubo de material de guerra ameaça segurança nacional

Partido considera que está em causa a "própria segurança nacional"

O grupo parlamentar do PSD questionou esta sexta-feira o Governo sobre se estão a ser tomadas medidas para reforçar a segurança das instalações não só militares mas também civis, na sequência do roubo de material de guerra.

O PSD considerou que o roubo de material de guerra, na quarta-feira, "constitui uma situação extremamente grave para a segurança das instalações militares bem como para a própria segurança nacional no seu todo".

"Perante a gravidade do furto ocorrido em Tancos, já alterou o nível e segurança das nossas instalações militares", questionaram os deputados do PSD Pedro Roque e Bruno Vitorino, num requerimento que deu hoje entrada na Assembleia a República, dirigido aos ministérios da Defesa e da Administração Interna.

Os deputados perguntam ainda se estão a ser tomadas medidas para "fortalecer" as instalações de caráter civil.

O PSD sustentou que, apesar de ainda não se saber quem são os autores do crime e a sua real intenção, "importará que, a parte o Governo, possa existir uma atitude proactiva no sentido de que a segurança pública possa continuar a ser assegurada tendo em conta o aumento da ameaça potencial resultante do roubo de armamento de guerra".

Para o PSD, as declarações do ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, classificando o furto como "grave", são "insuficientes" perante "as consequências práticas que poderão advir deste furto".

O Exército anunciou na quinta-feira que foi detetada quarta-feira ao final do dia a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois 'paiolins', tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre 9 milímetros.

"Os incidentes foram detetados por uma ronda móvel, elemento do sistema de segurança dos Paióis", refere o comunicado.

No mesmo dia, em Bruxelas, o ministro da Defesa reconheceu que o roubo de granadas de mão ofensivas e munições das instalações militares dos Paióis Nacionais de Tancos "é grave" e garantiu que não ficará "nada por levantar" nas averiguações.

"Evidentemente é um facto grave, não vale a pena estar a desvalorizar esse facto. É sempre grave quando instalações militares são objeto de ação criminosa tendente ao furto justamente de material militar", para mais quando "não foi roubada uma pistola, não foram roubadas duas, foram roubadas granadas", disse Azeredo Lopes.

Exclusivos