PS condena aumento dos preços dos transportes

O presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do Partido Socialista condenou hoje os aumentos das tarifas dos transportes públicos e exigiu ao Governo a revisão da medida que entrará em vigor a partir de Agosto.

"O aumento das tarifas de transportes agrava a qualidade de vida das pessoas, prejudica o ambiente, as políticas de mobilidade, aumenta o défice energético e não resolve o problema económico das empresas de transporte colectivo. Pelo contrário, pode agravá-lo", disse Marcos Perestrelo, durante uma conferência de imprensa na sede do PS, em Lisboa. O presidente da FAUL esteve reunido esta tarde com autarcas socialistas da área metropolitana de Lisboa para discutir o aumento das tarifas dos transportes públicos. Marcos Perestrelo considerou que esta medida surgiu num período de grande dificuldade económica e revela "uma total insensibilidade social do Governo", por representar um encargo imprevisto para muitas famílias, agravando a sua capacidade de subsistência, e defendeu a sua revisão imediata.

"Para uma família de quatro pessoas que vivem na região de Lisboa, os encargos em passes sociais podem atingir facilmente as várias centenas de euros. Ou seja, a utilização do automóvel particular é mais barata em muitos casos do que a utilização do transporte público", disse. O socialista adiantou que, do ponto de vista da mobilidade urbana, esta "medida é o mais grave atentado de sempre às politicas de incentivo à utilização do transporte colectivo, desbaratando o empenho político das autarquias e dos sucessivos governos no investimento e qualificação das redes de transportes e mobilidade e na regulação do estacionamento".

Marcos Perestrelo adiantou que o PS preconiza uma nova estratégia integrada de racionalização do sector das empresas públicas de transportes que estabeleça como prioridades a melhoria substantiva da qualidade e eficácia do serviço público prestado. "Uma estratégia capaz de congregar as empresas, apostando numa lógica de complementaridade, na cobertura eficiente do território, com sistemas integrados de horários, de bilhetes, com uma distribuição justa nas receitas do passe social e com a extensão do sistema de coroas a toda a grande Lisboa", disse.

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