Protestos contra fecho da esquadra na Quinta do Cabrinha

As associações que trabalham perto da Quinta do Cabrinha, em Alcântara (Lisboa), estão contra o encerramento da esquadra da PSP naquele bairro e, algumas admitem mesmo deixar a zona, por razões de segurança.

Entidades como o Projeto Alkantara, o Clube Desportivo de Santo António e o Águias-Recreativo Clube mostraram a sua oposição ao encerramento da esquadra da PSP a vereadores da CDU que visitaram o bairro esta terça-feira.

Carlos Moura, vereador do PCP, afirmou que "num contexto socialmente complicado, aliado à crise, encerrar esquadras em bairros sociais é um ato criminoso". O vereador comunista defendeu a manutenção das esquadras existentes, um reforço das esquadras nos bairros sociais e a implementação de políticas que "sirvam verdadeiramente os cidadãos".

"É de uma insensibilidade enorme. Se o objetivo é garantir a segurança, devia ser feito o percurso inverso", disse o presidente do Projeto Alkantara, uma associação de luta contra a exclusão social que funciona há 15 anos na Quinta do Cabrinha.

Por outro lado, também o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, Davide Amado (PS), disse que "todas as associações" que contactou estão contra o encerramento da esquadra e que algumas delas ponderam mesmo deixar a zona, como a ENTRAJUDA - Apoio a Instituições de Solidariedade Social, liderada por Isabel Jonnet, ou a Associação de Reabilitação e Integração Ajuda (ARIA). Isabel Jonnet acrescentou ainda que a saída da PSP e das associações fará com que Alcântara "volte a ter na Avenida de Ceuta o bairro problemático do Casal Ventoso".

Há 15 anos a Quinta do Cabrinha foi construída de raiz para realojar mais de 200 famílias e foi o primeiro de um plano de reconversão social e urbanística que deu casa a mais de 1000 agregados que viviam no Casal Ventoso.

O encerramento da esquadra da Quinta do Cabrinha é parte de um projeto de reorganização do polícia em Lisboa e Porto e que foi entregue ao Ministério da Administração Interna pela direção nacional da PSP, no início deste mês. Para o Comando Metropolitano de Lisboa, é proposta a desativação de 11 esquadras e a abertura de dois serviços de atendimento partilhado e de policiamento de proximidade (SAPPP).

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