Protesto da 'Geração à Rasca' quer alastrar-se à Europa

O protesto "Geração à Rasca" convocado para sábado em Lisboa poderá estender-se aos emigrantes portugueses, que estão a ser desafiados através das redes sociais a manifestarem-se junto das embaixadas de Portugal no estrangeiro.

Até ao momento as cidades para onde estão a ser convocados os protestos são Londres, Berlim, Barcelona (Espanha), Estugarda (Alemanha) e Copenhaga, de acordo com dados disponíveis no Facebook até ao final da tarde de hoje. Na convocatória, o mentor Vasco Diogo desafia: "Não fiquem à espera que vos digam se vai haver manif ou não no país onde residem. Iniciem o vosso próprio evento e convidem o maior número de pessoas possível!".

O protesto "Geração à Rasca" nasceu na rede social Facebook e gerou iniciativas populares previstas para dez cidades, no sábado, estando o movimento a proceder legalmente à formalização das concentrações junto dos governos civis. No estrangeiro, a convocatória está a ser feita para as 15:00 locais de cada país. "Nem que sejamos só meia-dúzia de gatos pingados em cada país, é importante cada um marcar a sua presença onde quer que esteja", acrescenta.

O evento foi criado segunda-feira no Facebook com o nome "protesto da Geração à Rasca no estrangeiro", já tem confirmados até ao momento 66 participantes, com mais de 700 convidados, segundo os números disponíveis ao princípio da noite. A cidade com mais participantes é Barcelona, com 69 participantes com mais de 130 convidados, que às 15:00 locais de sábado deverão concentrar-se em frente ao Consulado Geral de Portugal. Maria João Flôxo, uma das administradoras do evento em Barcelona acredita, segundo disse à Lusa, que o protesto na capital catalã "terá êxito".

"Nós não estamos surdos, nem cegos em relação ao que se está a passar em Portugal e é algo que nos toca, porque é o nosso país, e a maior parte dos jovens da nossa idade tem sempre a sua parte de activista e estamos com vontade de agir e marcar a diferença", afirmou. Este protesto no estrangeiro, segundo Maria João Flôxo, pretende "mostrar aos políticos e a toda a gente em Portugal que estamos fora por algum motivo e será provavelmente o motivo por que estamos a lutar". "Estamos interessados no nosso país e, provavelmente, queremos voltar. Assim que nos derem condições, muitos de nós voltarão com certeza", concluiu.

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