Proprietários vigiam terrenos em Tavira

Muitos dos proprietários das zonas afetadas pelo incêndio na serra de Tavira estão a vigiar os terrenos para protegê-los do fogo, mas, apesar do esforço, nem sempre conseguem evitar a sua destruição.

Pero da zona da Picota, José Domingues, de 79 anos, já perdeu algumas árvores de sequeiro [terreno que não é regado] que tinha numas terras na Fornalha, mas, até agora, as hortas têm escapado à destruição.

"Fornalha é que ardeu bastante ontem [quinta-feira] à noite, o que mais perdemos foram árvores de sequeiro, as hortas não arderam e pode ser que se escapem", disse à Lusa.

O idoso, que vive na freguesia de Santa Maria, e o genro, andam a tentar vigiar as terras para intervir sempre que necessário, mas como não são bombeiros nem sempre dão conta do recado.

"A gente não apagou aqueles matagais" a arder e apenas "ao pé dos montes é que tentámos apagar", explicou José Domingues, que criticou a falta de limpeza dos terrenos.

"s 11:00 o incêndio mantinha-se com duas frentes ativas e estava a ser combatido por 666 operacionais, dos quais 599 bombeiros, apoiados por sete meios aéreos, lê-se na página da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC).

As chamas já estiveram próximas da vila de São Brás de Alportel, mas entretanto desviaram-se novamente no sentido de Tavira.

Uma das frentes ativas que mais preocupa os bombeiros é aquela, com mais de dez quilómetros de extensão, que está virada à A22, a lavrar a cerca de uma dezena de quilómetros daquela via.

O fogo não chegou ao outro concelho limítrofe de Tavira, em Alcoutim, apensar de ter estado nas imediações.

Segundo constatou a agência Lusa no local, o posto dos Correios de Cachopo está parado devido ao facto de não haver na aldeia comunicações telefónicas nem Internet.

Ao longo das estradas, há postes de eletricidades destruídos pelo fogo, embora, segundo as autoridades, as populações não tenham, no geral, ficado privadas de eletricidade, estando a EDP a acompanhar a situação.

Algumas empresas da região disponibilizaram-se ainda para levar água em autotanques, no sentido de apoiar as operações de combate às chamas.

As apiculturas aparentam também resistir às chamas, já que o fogo tem consumido o mato, evitando as zonas agrícolas cuidadas.

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