Promoções a 1870 militares da GNR sem retroativos

A ministra da Administração Interna desbloqueou as promoções que eram há muito esperadas na GNR

A ministra Constança Urbano de Sousa autorizou, por despacho publicado em Diário da República, a 30 de dezembro, a promoção de 1870 promoções a militares da GNR. Fonte do MAI explicou que as promoções, que eram esperadas há pelo menos seis meses, não serão pagas com retroativos porque a lei do orçamento não o permite.

Segundo o despacho da ministra, 913 passam de guarda a guarda principal; 374 de guarda principal a cabo por antiguidade; 280 de segundo-sargento a primeiro-sargento; 96 de cabo chefe a cabo mor; 23 de cabo a cabo-chefe; 11 de primeiro-sargento a sargento-ajudante; 9 de sargento-ajudante a sargento-chefe; e 7 de sargento-chefe a sargento-mor.

A Associação de Profissionais da Guarda (APG) aplaudiu a iniciativa da ministra de desbloquear "promoções que estavam em atraso há algum tempo" mas criticou "não serem distribuídas de forma equitativa e justa em todas as categorias profissionais", como explicou o líder da APG, César Nogueira.

"Conforme consta do Plano de Actividades da GNR de 2015, dos 847 oficiais, 18,5% foram promovidos e bem. Contudo, dos 2671 sargentos foram promovidos apenas 11,5% e do universo de 18855 Guardas, só foram promovidos 7,5%", acrescentou.

A APG está neste momento em negociações com a ministra da Administração Interna para a aprovação de um novo estatuto profissional na Guarda que contemple um horário de serviço de 36 horas semanais e a passagem à reserva nos 36 anos de serviço ou 55 de idade, entre outros aspetos.

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