Proibição de fumar em espaços fechados assusta restaurantes

Interdição total avança até 2020. Restauração lembra que investiu em zonas para fumadores. Consumo de álcool só para maiores.

"As duas zonas de fumadores do restaurante são as mais procuradas. Como fica mais tempo, o fumador consome mais." É esta a visão de Jorge Afonso, um dos responsáveis do Café Império, situado na Avenida Almirante Reis, em Lisboa. "Vamos entender a nova lei como um progresso, mas que vai pesar para as empresas", diz ao DN. Embora o restaurante já tivesse condições de extração de fumo, foi feito um investimento de alguns milhares de euros em equipamento, em 2007, aquando da aprovação da atual lei. Variando conforme o espaço, lotação e constituição, o investimento mínimo num restaurante para permitir que se fumasse lá dentro era, então, de dois mil euros.

Ontem, o Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei que prevê a proibição de fumo em todos os espaços públicos fechados, medida que tem de ser posta em prática até 2020. "Mais do que aquilo que se gastou, é uma medida que vai provocar uma quebra no negócio", afirma Jorge Afonso.

Além da nova lei do tabaco, também foi aprovada ontem a nova lei do álcool, que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas a todos os menores de 18 anos, independentemente do tipo de bebida. Atualmente, a legislação diferencia as bebidas espirituosas - proibidas a menores de 18 anos - da cerveja e do vinho, que podem ser consumidos a partir dos 16 anos. "É uma boa notícia, que vai passar a mensagem certa. Sempre defendemos que o importante era não passar mensagem errada [de que algumas bebidas faziam menos mal do que outras]", disse ao DN Manuel Cardoso, vice-presidente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

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