Progresso na saúde foi diferente entre as regiões

Trinta e cinco anos após a criação do serviço nacional de saúde, a geógrafa, Paula Santana, apresentou esta quinta-feira, no Hospital Beatriz Ângelo,em Loures, um estudo que confirma que apesar da evolução dos indicadores de saúde ainda persistem assimetrias regionais.

A conclusão é do estudo "Evolução dos indicadores de saúde aos longos dos 35 anos do SNS", da autoria de Paula Santana, da Universidade de Coimbra. Segundo a investigadora que analisou vários indicadores nos últimos anos, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) contribuiu para o desenvolvimento e para muitas melhorias. Contudo, ainda há regiões que se destacam pelo difícil acesso aos cuidados de saúde.

De acordo com o estudo, o SNS contribuiu para um desenvolvimento de indicadores desde a mortalidade infantil à esperança média de vida. Porém, "a transição epidemiológica não aconteceu do mesmo modo em todo o país", registando-se " alguns contrastes interegionais e intraregionais, assim como oposições norte-interior/ norte-litoral, sul-interior/ sul-litoral", assegurou Paula Santana.

À agência Lusa, a investigadora Paula Santana confirmou que estas assimetrias persistem 35 anos depois da criação do SNS. Justificando que "em alguns casos agravaram-se". Acrescentando que "apesar dos progressos assinaláveis em todos os indicadores, existirão sempre assimetrias em alguns indicadores, independentemente das medidas que possam ser tomadas".

Graça Rosendo, responsável de comunicação do Hospital Beatriz Ângelo, justifica o local para divulgação do estudo na sequência das comemorações do SNS. "O Ministério da Saúde pediu-nos para organizar uma sessão de comemoração, como tem feito a outras instituições, e nós optámos por pedir à professora Paula Santana para divulgar o seu estudo",explicou a responsável.

O estudo de Paula Santana foi ainda publicado no âmbito do livro "40 Anos de Abril na Saúde", dirigido por António Correia Campos e Jorge Simões.

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