Professores passam manhã nos centros de emprego

Os professores contratados que no ano passado deram aulas o ano inteiro estão desempregados a partir de hoje. O que já levou milhares a passar a manhã nos centros de emprego. O DN esteve em Lisboa, na loja do cidadão das Laranjeiras, onde a fila, apesar de não ser muito grande, era demorada.

Eram 07.30. Paula Vilela chegou ao centro de emprego da Loja do Cidadão nas Laranjeiras, em Lisboa, tirou uma senha para o atendimento e foi à escola onde deu aulas de francês no ano passado buscar a declaração que diz que ficou desempregada. Regressou à fila do centro de emprego e às 10.30, com a senha número seis, ainda tinha duas pessoas à sua frente.

Até aquela hora, o único funcionário que estava a atender confidenciou a Ana Jorge que ainda só tinha atendido professores. Todos eles contratados durante o ano passado e que hoje estão desempregados, pelo menos até que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) divulgue as colocações dos professores contratados para o ano letivo que agora vai começar.

"Espero daqui a uma semana estar aqui outra vez na fila a cancelar esta inscrição", confidenciou Ana Jorge. Professora de geografia, contratada há 14 anos, com horário anual e completo, lamenta que mais uma vez este ano ainda não tenham saído as colocações.

À porta do centro de emprego, António Avelãs, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), apontou o dedo aos atrasos na divulgação das listas. "É inconcebível. Estamos a 1 de setembro e em vez de estarem na escola a preparar o ano letivo, os professores estão aqui a inscrever-se no centro de emprego".

O MEC garantiu, no final da semana, passada que os prazos estão todos a ser cumpridos e que os professores necessários estarão colocados nas escolas a tempo do arranque das aulas, marcado para 11 a 15 de setembro.

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