Professora esteve num bar antes de morrer

Uma das últimas pessoas a ver com vida Delmira Claro, uma professora de 53 anos, cujo cadáver foi encontrado ma Praia da Aguda, foi ontem ao Tribunal de Sintra dizer que não conhecia Hugo Sousa, o suspeito segundo a acusação, de ter assassinado a professora.

Rui Carvalho, de 59 anos, dono de um bar frequentado pela vítima garantiu que Delmira antes de desaparecer estivera com Hugo Sousa no seu estabelecimento de onde saiu pelas seis da manhã. Perante a insistência das perguntas do advogado do arguido disse que a professora bebera nessa noite "dois tangos" (uma mistura de cerveja com groselha).

A testemunha repetiu várias vezes que não conhecia Hugo Sousa mas que este estivera por quatro vezes no seu bar, três delas com a professora alegadamente assassinada.

Rui Carvalho afirmou que era bastante amigo de Delmira Claro e que frequentava a sua casa. "Ela ia passar a Páscoa connosco [a testemunha e a mulher]. Como no dia seguinte não apareceu começamos a ficar preocupados", disse ao coletivo. O casal resolveu telefonar para os dois números de Delmira e depois para hospitais. Até perguntaram a um agente da polícia se o carro da vítima teria estado envolvido num acidente. Após estes esforços em vão alertaram a Polícia Judiciária.

Rui Carvalho mostrou a convicção em tribunal que Hugo Sousa seria o assassino da professora que, disse, não tinha inimigos.

A próxima sessão deste julgamento está marcada para segunda-feira.

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