Produto testado com sucesso na extinção da combustão das minas do Pejão

As minas de carvão do Pejão estão desativadas desde 1994, mas os resíduos entraram em combustão subterrânea aquando dos incêndios de outubro

A solução para a combustão de resíduos nas antigas minas do Pejão, Castelo de Paiva, passará por um produto importado dos Estados Unidos, já testado com êxito no local, disse hoje à Lusa o presidente da câmara.

Gonçalo Rocha explicou que técnicos da Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) estiveram na quarta-feira nas escombreiras das antigas minas e fizeram um teste numa pequena área, aplicando o produto à superfície dos resíduos.

Segundo o autarca, os resultados foram aparentemente positivos, uma vez que na área abrangida foi possível extinguir a combustão.

Na sexta-feira realizar-se-á em Castelo de Paiva uma reunião em que participarão elementos de vários organismos do Estado e representantes da EDM. Nesse encontro, a empresa apresentará o relatório que realizou da situação que se observa nos resíduos e as soluções preconizadas.

Segundo Gonçalo Rocha, é expectável que se decida avançar, no curto prazo, para o terreno, aplicando-se o produto testado na quarta-feira, mas só depois de um pequeno revolvimento dos resíduos, para maior eficácia da metodologia.

Numa fase posterior, após extinção da combustão, avançar-se-á para um tratamento mais aprofundado das escombreiras que acautele as questões ambientais que têm preocupado a comunidade local.

As minas de carvão do Pejão estão desativadas desde dezembro de 1994, mas os seus resíduos entraram em combustão subterrânea aquando do grande incêndio florestal de outubro que lavrou no concelho, provocando emissões de gases para a atmosfera.

Desde então, não foi possível extinguir a combustão nas escombreiras, criando preocupação entre a população, autarcas e associações ambientalistas.

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