Procurador e juiz acusam Sócrates de manipular investigação com entrevistas

Departamento Central de Investigação e Ação Penal poderá avançar com inquérito contra ex-PM por violação de segredo de Justiça depois da entrevista à TVI

O procurador do Ministério Público, Rosário Teixeira, e o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, estarão convencidos que as entrevistas dadas por José Sócrates à comunicação social são uma forma de reproduzir o que foi dito em interrogatório judicial, logo, um exemplo claro de violação de segredo de Justiça.

O DN sabe que na base da recusa de entrevistas decidida pelo procurador do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) - que lidera a investigação no âmbito da "Operação Marquês" - e do juiz de instrução criminal que ordenou a prisão preventiva do ex-primeiro ministro, estará a alegada manipulação que o arguido quer fazer da investigação.

Declarações como as que Sócrates enviou à TVI em resposta a seis perguntas, representarão, para os magistrados, um contraditório na comunicação social, criando um ambiente adverso à investigação e pondo em causa recolha e conservação da prova. Isto porque as entrevistas podem pôr em risco diligências em curso na investigação. Ao que o DN apurou, ainda estarão a ser recolhidas provas junto de editoras, empresas imobiliárias e agências de viagens no âmbito deste caso.

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