Processo Sócrates. Advogada de Santos Silva acusa: detenções e buscas foram ilegais

Sem dizer nomes, Paula Lourenço descreve prisões sem mandado, buscas de noite e de madrugada diante de crianças, cinco dias de interrogatórios sem tomar banho nem trocar de roupa. Um "poder desmedido".

A Procuradoria-geral da República (PGR) recusa esclarecer se a detenção ou as buscas feitas pelo Ministério Público no âmbito da Operação Marquês - nos casos de Carlos Santos Silva e Gonçalo Ferreira - terão sido feitas de acordo com as regras processuais. Cautelosa, Joana Marques Vidal, através do gabinete de imprensa, garante que "o Ministério Público pronuncia-se no âmbito dos processos" e que, "de momento, não temos disponível informação adicional à anteriormente prestada". Escudando-se ainda no segredo de justiça em que o processo se encontra para não prestar mais esclarecimentos.

A reação - a pedido do DN - surge depois da advogada Paula Lourenço ter denunciado que os seus dois clientes foram detidos sem antes lhes ter sido facultado o mandado de detenção e as buscas às respetivas casas foram feitas fora da hora considera legal (até às 21.00). E que quer a detenção e mesmo as buscas teriam de ter sido feitas com a presença de um advogado.

Apesar de não se referir objetivamente a nomes nem ao processo que envolve ainda José Sócrates em suspeitas de corrupção, a advogada escreve um artigo de opinião publicado na revista da Ordem dos Advogados (OA) em que descreve os momentos da detenção e das buscas destes dois arguidos. No texto, intitulado "Vamos a um supor", não poupa críticas a Rosário Teixeira (procurador responsável pela investigação que envolve ainda José Sócrates) nem ao juiz de instrução, Carlos Alexandre. Acusando ambos os magistrados de sequestro dos arguidos em causa.

Leia mais na edição impressa ou no epaper do DN

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG