Processo retomado em Aveiro após paragem de um mês

O Tribunal de Aveiro retoma hoje o julgamento do processo "Face Oculta", após quase um mês de paragem, devido à doença da juíza do coletivo Liliana Carvalho.

A magistrada esteve de baixa médica entre 9 e 31 de janeiro, o que levou à suspensão do julgamento durante este período.

Esta é a segunda vez que o julgamento é suspenso devido à doença da juíza Liliana Carvalho, depois da primeira interrupção, que decorreu entre 25 de novembro de 2011 e 18 de janeiro de 2012.

Durante este período, realizou-se apenas uma sessão a 21 de dezembro de 2011, para não se deixar passar mais de 30 dias sem produção de prova.

Na sessão de hoje, a 137.ª, vão ser ouvidas nove testemunhas da Lisnave e dos arguidos Manuel Gomes e Afonso Aguiar Costa.

O coletivo de juízes já agendou sessões até 20 de fevereiro, com a audição das testemunhas de nove arguidos, que ainda faltam ouvir.

Quando terminar a audição das testemunhas de defesa, o julgamento vai prosseguir com o depoimento de alguns arguidos que pretendem falar pela primeira vez e de outros que já prestaram depoimento, mas desejam dar novos esclarecimentos ao tribunal.

Até agora já foram ouvidas mais de 270 pessoas, entre arguidos, testemunhas e peritos.

Dos 36 arguidos, apenas seis aceitaram depor perante o coletivo de juízes (Armando Vara, José Penedos, Paulo Penedos, António Paulo Costa, José António Contradanças e Namércio Cunha). Todos os restantes, incluindo o sucateiro Manuel Godinho, remeteram-se ao silêncio.

O processo "Face Oculta", que decorre há mais de um ano, está relacionado com uma alegada rede de corrupção, que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial de Manuel Godinho, nos negócios com empresas do setor empresarial do Estado e privadas.

Entre os arguidos estão personalidades como Armando Vara, ex-administrador do BCP, e José Penedos, ex-presidente da REN, e o seu filho Paulo Penedos.

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