Principal arguida com pulseira eletrónica

Suspeitos de burla qualificada e falsificação de documentos foram interrogados durante o dia de hoje. Restantes três arguidos saíram do Tribunal proibidos de contactarem uns com os outros

A principal arguida do caso de uma alegada burla à Segurança Social vai aguardar o desenrolar do processo em prisão domiciliária com pulseira eletrónica. A decisão foi tomada, hoje, por um juiz de instrução do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, que interrogou todos os quatros arguidos do processo durante o dia.

Os restantes três arguidos, uma funcionária judicial e dois empresários, saíram do tribunal em liberdade. Porém, proibidos de contactarem uns com os outros. Em causa neste processo está um alegado esquema durava pelo menos desde 2009 e passava pela obtenção de falsos subsídios, de reformas e também de abonos. O grupo chegou a criar identidades de crianças que nunca existiram - em alguns casos quadrigémeos - e contou também com a ajuda de duas empresas que criaram falsos postos de trabalho, recebendo assim subsídios. Um dos presos, um empresário, viu o seu rendimento inflacionado em mais de 500%, obtendo assim uma reforma elevada.

Para além de burla qualificada, os arguidos estão ainda indiciados pelo crime de falsificação de documentos.

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