"Primeiro-ministro não honrou propostas eleitorais"

António José Seguro, candidato à liderança do Partido Socialista, acusa Pedro Passos Coelho de não ter cumprido as promessas eleitorais ao prever a criação do novo imposto extraordinário, que será tributado aos contribuintes no subsídio de Natal.

Em entrevista ao Gente que Conta, conduzida por João Marcelino, director do DN, o candidato à liderança do PS faz uma leitura do programa de Governo e diz não encontrar qualquer ambição para contrariar a tendência recessiva da economia portuguesa, apenas uma "tradução" das medidas impostas pelo memorando da troika. No entanto, garante que sob a sua liderança o PS assumirá todas as responsabilidades decorrentes da assinatura deste acordo.

Referindo-se em concreto à sua candidatura a secretário-geral do principal partido da oposição, Seguro garantiu que as suas diferenças são com o primeiro-ministro de Portugal e não com o seu rival interno, Francisco Assis, e admite que, do passado recente do PS, "a única coisa que interessa é aprender com os erros, para não os repetir".

Sublinhando que a sua candidatura "não foi cozinhada nos corredores do poder em Lisboa", António José Seguro destacou ainda que a sua moção de estratégia, "O Novo Ciclo", significa "uma nova forma de fazer política no interior do PS e uma nova forma de fazer política também na sociedade portuguesa".

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