Predador idoso procurava "Lolitas" à saída de escola

O reformado de 68 anos terá feito oito vítimas, dos 12 aos 15 anos, nos últimos três anos. Duas delas foram forçadas a atos sexuais. Tinha netos da idade das meninas com corpo de mulher que procurava

Todos os dias, desde há três anos, que um idoso de 68 anos tinha como passatempo preferido passar de carro ou a pé junto à escola secundária vizinha à sua residência, na Grande Lisboa. O seu olhar procurava meninas com corpo de mulher, como descreveu fonte da PJ, verdadeiras "Lolitas". O suspeito tinha netos da idade das vítimas que perseguia.

Desde 2012 abordou oito meninas e conseguiu coagir duas delas a atos sexuais de relevo (sem violação), tendo as outras fugido em alguns casos ou sido apenas sujeitas a exibicionismo sexual do homem (crime de importunação sexual). O suspeito foi agora detido pela secção de crimes sexuais da Polícia Judiciária de Lisboa. Presente a primeiro interrogatório judicial, ficou em prisão preventiva na cadeia anexa à sede da PJ. Vai responder pelos crimes de coação sexual agravada, tentativa de violação agravada e importunação sexual.

As queixas foram sendo apresentadas pelos pais das menores de forma avulsa, muitas delas nas esquadras da PSP locais, e só há um ano o processo chegou à PJ, que reuniu todas as denúncias. "O arguido, de forma reiterada e pelo menos desde 2012, deslocando-se em viatura ou apeado, abordava várias crianças e jovens, do sexo feminino, nos arredores da escola que estas frequentavam e perseguia-as, procurando constrangê-las a acompanhá-lo para a prática de atos sexuais", referiu o comunicado da PJ, divulgado hoje.

Segundo adiantou fonte da investigação ao DN, o alegado pedófilo já tinha sido intercetado há algum tempo por uma patrulha do programa Escola Segura da PSP da sua zona de residência, a rondar a escola vizinha, e foi interrogado pelos agentes e avisado para parar com o comportamento predador. Mas nada o parou. Como se sentia "impune" e parecia "não ter consciência" do mal que provocava a PJ reuniu elementos de prova e decidiu detê-lo anteontem. A sua atuação "provocava grande alarme social e medo, sobretudo entre as menores", adiantou ainda o comunicado.

Na família do alegado predador a sua detenção e as suspeitas que sobre ele pendem caíram como uma surpresa terrível. Ninguém suspeitava dele, nem filhos nem netos. Em casa o seu comportamento nunca foi de abuso com ninguém. Fora das paredes da casa, o mundo era a sua ostra.

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