PR: dados sobre a economia são contraditórios, mas é possível cumprir défice

Indicadores referentes ao emprego, confiança e cobrança de impostos são positivos, mas crescimento do PIB não, considera Marcelo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou contraditórios os dados sobre a economia portuguesa hoje divulgados, sublinhando que é necessário continuar o esforço de contenção orçamental.

"Continuo a pensar que é possível o défice de 2,5% este ano", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas num comentário aos dados económicos hoje revelados.

Marcelo Rebelo de Sousa vê como positivos os indicadores referentes ao emprego, à confiança e à cobrança de impostos, mas analisa como negativo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Na leitura do Presidente, é preciso esperar para saber se "a economia está a mexer", mas há duas questões que considera serem claras: a importância de os fundos europeus irem para o terreno e a necessidade de continuar a contenção orçamental.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa cresceu 0,2% entre abril e junho face ao primeiro trimestre deste ano, taxa idêntica à dos dois trimestres anteriores, e avançou 0,8% em termos homólogos.

Em termos homólogos, a economia desacelerou, face ao crescimento de 0,9% no trimestre anterior.

Os valores hoje divulgados na estimativa rápida do INE ficam abaixo da estimativa média de analistas contactados pela Lusa, que previam um crescimento de 0,4% em cadeia e de 1% em termos homólogos.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.