Pousadas de Juventude voltam a fechar este inverno

As unidades da rede de Pousadas de Juventude com taxas de ocupação mais reduzidas vão voltar a encerrar este inverno, à semelhança do que aconteceu pela primeira vez em 2012, disse o secretário de Estado do Desporto e Juventude.

Em declarações prestadas hoje à agência Lusa, Emídio Guerreiro sublinhou que a opção tomada no ano passado de encerrar na época baixa as unidades com taxas de ocupação inferiores a 20% contribuiu para melhorar as contas da Movijovem, entidade pública que gere a rede de pousadas.

"Vão voltar a fechar ao longo deste inverno e vão reabrir na primavera, como ocorreu este ano e correu bastante bem", apontou o governante, questionado à margem de uma visita oficial a Vila Nova de Cerveira. Neste concelho a pousada local prevê apenas um período de férias de duas semanas, até 31 de dezembro.

Segundo informação disponibilizada no sítio da Movijovem na internet, as pousadas de Ponte de Lima e Alijó são das que mais tempo estarão encerradas nesta época baixa, entre 01 e 02 de dezembro, respetivamente, até 31 de março de 2014. Em diversas outras unidades o período de fecho na época baixa varia.

A suspensão do funcionamento entre dezembro de 2012 e março deste ano aconteceu em mais de uma dezena das 40 unidades da rede nacional de Pousadas de Juventude que à data estavam abertas.

A medida foi justificada pelo Governo, na altura, com o "contexto de sazonalidade" e teve por base "baixas taxas de ocupação, défices de exploração elevados e o fator proximidade com outras unidades da rede".

Os contratos dos trabalhadores das unidades afetadas foram suspensos durante este período. Contudo, em caso de reservas que o justificassem, estava prevista a reabertura pontual destas unidades, durante a época baixa.

Segundo Emídio Guerreiro, o passivo da Movijovem é hoje "inferior a 10 milhões de euros", uma redução que diz ter sido "espetacular", face aos 16 milhões de euros contabilizados em 2011. Além disso, a rede de Pousadas de Juventude deverá apresentar este ano resultados operacionais positivos, o que acontecerá, apontou, pela primeira vez desde 2004.

"E a isso não é alheio o facto de se ter tido a coragem de, nas pousadas com taxas de ocupação inferiores a 20%, fazermos o que toda a hotelaria faz, que é fechar quando não há clientes. Ao contrário de ter as portas abertas e gastar recursos que não existem", justificou Emídio Guerreiro.

O Governo apresentou, no início deste ano, um estudo para o novo modelo de gestão da rede nacional, admitindo dois cenários - um prevê 21 pousadas "em gestão própria" e a exploração das restantes por terceiros e o outro inclui 22 pousadas próprias, 20 "franchisadas" e três na propriedade dos respetivos municípios.

Esta proposta foi apresentada pelo anterior secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Mestre. O atual governante diz tratar-se de "um dos modelos em cima da mesa" e "uma base de trabalho muito positiva" para a futura gestão da rede.

"Poderá não ser exatamente aquele [modelo], mas é sempre a partir daquele", apontou Emídio Guerreiro, sem estimar prazos para a sua implementação e garantindo que qualquer decisão a tomar visará "contrariar o histórico" da gestão deficitária da rede.

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