Portugueses optam com clareza pela república

Cem anos depois da queda da monarquia, os portugueses continuam, sem hesitações, satisfeitos com a república. É o que indica a sondagem da Universidade Católica para o DN. E os números não deixam margem para dúvidas: uma larga maioria dos inquiridos prefere o regime republicano.

A pergunta era esta: "Prefere viver numa república ou prefere viver numa monarquia?" Resultado: 72% dos inquiridos querem a república, e apenas 11% preferiam ter de novo rei como figura principal do País.

No ano das Comemorações do Centenário da República, que começaram no Porto, no 31 de Janeiro - com a presença de chefe do Estado, Cavaco Silva, e do primeiro-ministro, José Sócrates -, 10% dos que responderam neste estudo de opinião não sabem em qual dos regimes gostariam de viver.

Por último, para 7% dos portugueses é "indiferente" viver em república ou regressar ao tempo da realeza.

Ficha técnica :

Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de
Notícias e o Diário de Notícias entre os dias 6 e 9 de Março de 2010. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram seleccionadas aleatoriamente dezanove freguesias do
país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II (2001) e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2002 e 2005 nesse conjunto de freguesias, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma, estivessem a menos de 1% do resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1148 inquéritos válidos, sendo que 54% dos inquiridos eram do sexo feminino, 40% da região Norte, 17% do Centro, 31% de Lisboa e Vale do Tejo, 7% do Alentejo e 5% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residentes no Continente por sexo (2007) e escalões etários (2007), na base dos dados do INE, e por região e habitat ma base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 49,6%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1148 inquiridos é de 2,9%, com um nível de confiança de 95%.

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