Portugueses estão a ir menos vezes às urgências

Nos primeiros sete meses do ano registaram-se menos 31 470 idas às urgências dos hospitais. No sentido contrário, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) viu aumentar o número de cirurgias programadas e de consultas.

As idas às urgências entre janeiro e julho deste ano ainda estão acima das 3,5 milhões, mas ainda assim caíram 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados relativos à produção assistencial revelados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) mostram um aumento das consultas hospitalares, tanto nas primeiras consultas (onde se realizaram 2 034 359, mais 1,5% do que em 2013) como nas subsequentes (5 073 565, mais 2,6%).

As cirurgias programadas aumentaram de 323 mil para 335 mil. Um crescimento que se ficou a dever ao aumento de 8,4% de cirurgias em ambulatório (193 mil realizadas), apesar de terem sido realizadas menos 3065 intervenções convencionais. Uma variação que para a ACSS tem "vantagens óbvias para o utente e para a eficiência das instituições" do SNS.

Os cuidados primários aumentaram também a sua atividade, realizando mais de 17 milhões de consultas médicas, 4,7 milhões das quais não presenciais e 121 mil ao domicilio.

Exclusivos

Premium

Fernanda Câncio

O jornalismo como "insinuação" e "teoria da conspiração"

Insinuam, deixam antever, dizem saber mas, ao cabo e ao resto, não dizem o que sabem. (...) As notícias colam títulos com realidades, nomes com casos, numa quase word salad [salada de palavras], pensamentos desorganizados, pontas soltas, em que muito mais do que dizer se sugere, se dá a entender, no fundo, ao cabo e ao resto, que onde há fumo há fogo, que alguma coisa há, que umas realidades e outras estão todas conexas, que é tudo muito grave, que há muito dinheiro envolvido, que é mais do mesmo, que os políticos são corruptos, que os interesses estão todos conexos numa trama invisível e etc., etc., etc."

Premium

João Taborda da Gama

Aceleras

Uma mudança de casa para uma zona rodeada de radares fez que as multas por excesso de velocidade se fossem acumulando, umas atrás das outras, umas em cima das outras; o carro sempre o mesmo, o condutor, presumivelmente eu, dado à morte das sanções estradais. Diz o código, algures, fiquei a saber, que se pode escolher a carta ou o curso. Ou se entrega a carta, quarenta e cinco dias no meu caso, ou se faz um curso sobre velocidade, dois sábados, das nove às cinco, na Prevenção Rodoviária Portuguesa.

Premium

Catarina Carvalho

Querem saber como apoiar os media? Perguntem aos leitores

Não há nenhum negócio que possa funcionar sem que quem o consome lhe dê algum valor. Carros que não andam não são vendidos. Sapatos que deixam entrar água podem enganar os primeiros que os compram mas não terão futuro. Então, o que há de diferente com o jornalismo? Vale a pena perguntar, depois de uma semana em que, em Portugal, o Sindicato dos Jornalistas debateu o financiamento dos media, e, em Espanha, a Associação Internacional dos Editores (Wan-Ifra) debateu o negócio das subscrições eletrónicas.