"Portugal no topo no rendimento anual dos partidos"

A politóloga Marina Costa Lobo partilha os resultados de um estudo internacional, com 17 países

Considerou insustentável haver um aumento do financiamento partidário. Porquê?

Fez-se pela primeira vez um grande estudo internacional sobre o assunto, envolvendo 17 países europeus e dois não europeus (Israel e Austrália), que nos permitiu perceber se o financiamento público partidário é excessivo ou não. E o que se concluiu é que, se olharmos em percentagem do PIB, Portugal está no topo no rendimento anual dos partidos. E Portugal também está no top 5 dos países com mais financiamento público dos partidos.

Isso significa então que repor agora o que foi cortado é uma medida de difícil compreensão pública?

Sim. Porque os financiamentos em Portugal estão muito acima da média em termos do nosso rendimento nacional. Numa altura em que não há margem orçamental para investimentos importantes, não se compreende que os partidos políticos estejam na linha da frente para uma reposição de subsídios.

É claro hoje que os dois maiores partido são a favor do fim dos cortes e os três mais pequenos contra. O que é que isto diz da natureza de uns e outros?

É uma reação corporativa dos grandes partidos, nomeadamente as dificuldades que têm estado a sentir, sobretudo o PS, que já foi noticiado que está falido. Assim, PSD e PS unem-se para legislar em causa própria e em benefício próprio.

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