Portugal é o segundo país com mais mortos na estrada

Portugal é o segundo país da Europa ocidental com maior taxa de mortalidade na estrada, embora tenha legislação abrangente sobre segurança rodoviária e esteja entre os quatro países do mundo que melhor classificam a sua aplicação.

Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS), que hoje divulga um relatório sobre sinistralidade rodoviária em que analisa informação sobre acidentes na estrada e políticas de prevenção rodoviária em 182 países/regiões, cobrindo 6,8 mil milhões de pessoas.

Com dados referentes a 2010, o relatório conclui que 1,24 milhões de pessoas morrem todos os anos em acidentes na estrada, número que tem resistido a diminuir.

Em Portugal, indica o relatório, morreram naquele ano 937 pessoas em acidentes rodoviários, o que equivale a 11,8 pessoas por 100 mil habitantes.

Esta taxa é a segunda mais elevada dos 15 países da Europa ocidental, precedida apenas pela Grécia, que tem 12,2 mortos na estrada por cada 100 mil habitantes.

Segue-se a Bélgica (8,1) e Itália (7,2), sendo a Suécia (3,0) e o Reino Unido (3,7) os países da Europa Ocidental com menor taxa de mortalidade na estrada.

O relatório analisa também as políticas de prevenção rodoviária e indica que apenas um em cada sete países (28 no total) tem legislação abrangente que cubra todos os cinco fatores de risco - álcool, excesso de velocidade, uso de capacete, cintos de segurança e sistemas de retenção para as crianças.

Destes 28 países, apenas quatro (Estónia, Finlândia, França e Portugal) consideram a sua taxa de aplicação como "boa", acrescenta a OMS, considerando que é preciso fazer mais para garantir a eficácia das leis.

No perfil de Portugal, o relatório da OMS indica que a taxa de mortalidade na estrada tem vindo a diminuir desde 2001, quando estava nos 15 mortos por 100 mil habitantes.

O relatório adianta que o objetivo do Governo é reduzir a taxa de mortalidade na estrada em 32%, para 6,2 mortos por 100 mil habitantes até 2015.

No mês passado, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse que os dados estatísticos provisórios de 2012 sobre a sinistralidade rodoviária em Portugal apontam, "pela primeira vez desde há muitas décadas", para números "abaixo dos 600" mortos, mais concreramente 580.

Segundo Miguel Macedo, no período de 2003 a 2012 "houve uma diminuição de cerca de 57 por cento das vítimas mortais, de 56 por cento dos feridos graves e de 29 por cento dos feridos ligeiros".

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