Portagens nas antigas SCUT estão a causar "problemas" à economia e turismo

A Junta da Galiza garantiu hoje, no Porto, que a introdução de portagens nas antigas SCUT está a causar problemas "problemas" à economia e ao turismo e defendeu uma rectificação, "pelo menos, nos meios de pagamento".

O presidente da Junta da Galiza, Nunes Feijoó, defendeu que a questão deve ser abordada durante uma cimeira ibérica já este ano, cuja realização foi hoje solicitada pela Galiza e pelo Norte de Portugal numa reunião efectuada na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), que juntou também associações empresariais galegas e portuguesas. O político galego recordou que, todos os dias, "mais de 75 mil pessoas" circulam entre as duas regiões, por razões laborais e turísticas, e por esse motivo os dois países deviam acordar "uma compatibilização tecnológica entre a Via Verde e a Teleportagem" espanhola. A compatibilização devia incidir sobre as leituras das matrículas e possibilitar o pagamento na hora e em dinheiro.

Segundo Nunes Feijoó, a situação actual nas antigas SCUT "tem trazido problemas que não beneficiam ninguém e prejudicam todos". Feijoó tem no presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) um aliado na defesa desta causa. José António Barros disse à Agência Lusa que o modelo actual de pagamento "é uma preocupação e não tem razão de ser". José António Barros, que foi um dos participantes na reunião realizada hoje de manhã na CCDR-N, é de opinião que, "tecnologicamente, com o que hoje se sabe de informática, compatibilizar a Via Verde e a Teleportagem espanhola é uma coisa facílima".

"Basta que haja vontade política", sustentou, sugerindo que os espanhóis adoptaram uma solução "inteligente", que consiste numa cabine montada nas portagens, no centro da via, com uma janela de cada lado e apenas um funcionário, para fazer o pagamento. "Como está, é completamente insuportável, insustentável e nós estamos a perder com isso", concluiu.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG