Polícia suspeito de abusar da filha menor na própria esquadra

Agente da PSP foi detido por suspeitas de abusar, de forma reiterada, da filha de 14 anos em casa e mesmo no interior da esquadra

A PJ admite que se trata de um caso preocupante e inusitado. Um agente da PSP, de 41 anos e colocado numa esquadra na ilha de São Jorge, nos Açores, foi detido pela presumível autoria de crimes de abuso sexual sobre a filha, uma menor de 14 anos, na residência familiar e na esquadra, o seu próprio local de trabalho.

O Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada da PJ anunciou estar na posse de "fortes indícios da prática de crimes de abuso sexual de menor dependente". Abusos que, de acordo com a mesma fonte, eram praticados regularmente desde o início do presente ano, incluindo durante as horas de serviço do presumível autor, tanto de dia como de noite. Terá cometido os atos sozinho, aproveitando o facto de trabalhar numa esquadra pequena, com poucos agentes da autoridade, frequentemente chamados a acudir a situações no exterior. No seu interior podem, por vezes, permanecer apenas um ou dois elementos.

De acordo com João Oliveira, responsável pela Judiciária nos Açores, esta é uma situação que, pelo seu "quadro de indícios muito fortes e complexos", apresenta-se com contornos "preocupantes", além de constituir "algo inusitado".

A menor, sem problemas a nível físico ou mental, foi vítima dos abusos sexuais "repetidas vezes ao longo de meses", tendo sido encaminhada para a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco existente em São Jorge, que está a fazer o seu acompanhamento. Ao que foi possível apurar, está ao cuidado de uma instituição que lhe assegura as necessárias condições de apoio.

Já o presumível autor dos crimes, não natural daquela ilha e detido ontem à noite, terá começado por fazer "abordagens mais ligeiras" à filha e depois intensificado essa postura, num "jogo de convencimento e manipulação" - à semelhança, aliás, do que costuma a verificar-se noutras situações semelhantes - que traduziu um exercício de "autoridade usada perversamente".

O agente da PSP detido foi hoje presente a primeiro interrogatório judicial.

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