Polícia Judiciária investiga corrupção na Parque Escolar

Parte da acusação da Operação Marquês centra-se no programa de requalificação das escolas de José Sócrates

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar ao pormenor as obras realizadas nas escolas ao abrigo do programa especial de modernização dos estabelecimentos de ensino secundário. O programa foi lançado no governo de José Sócrates, em 2007. O objetivo da Unidade de Combate à Corrupção da PJ é perceber se o dinheiro foi realmente investido nas obras ou se foi desviado para atos de corrupção.

A notícia é avançada hoje pelo semanário Expresso e dá conta de como há um mês os investigadores da PJ estiveram na escola secundária Passos Manuel, em Lisboa. Esta escola, que participou na fase-piloto do programa, foi aquela onde a derrapagem do orçamento inicial foi maior: passou dos 18 milhões de euros previstos para os 23 milhões.

Neste equipamento foram utilizados materiais de luxo, como mais de 70 unidades de aparelhos de ar condicionado que quase nem são utilizados, porque a escola não tem orçamento para suportar o seu funcionamento e manutenção.

A investigação da PJ centra-se na possibilidade de ter existido má gestão, gestão danosa ou corrupção.

Parte da acusação da Operação Marquês centra-se no programa de José Sócrates para a requalificação das escolas. Entre 2009 e 2015, diz o Expresso, "quase 60 por cento dos contratos públicos adjudicados no Grupo Lena oram garantidos pela Parque Escolar".

O Ministério Público acusa José Sócrates de ter sido corrompido para facilitar essas adjudicações.

O Grupo Lena, gerido por Carlos Santos Silva, conseguiu contratos de mais de 138 milhões de euros durante esse período.

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