PJ apreendeu um "arsenal" de armas que deu para encher dois camiões

Mais de 5 mil munições, 31 armas, oito granadas, três sabres baioneta e ainda mil artigos considerados material de guerra apreendidos.

A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de 12 homens, com idades compreendidas entre os 30 e os 71 anos, suspeitos da autoria dos crimes de associação criminosa e tráfico e mediação de armas. Um deles é um militar do Exército, mas, entre os detidos, encontram-se ainda empresários, comerciantes ou operários da construção civil.

Da operação policial, realizada em várias localidades do País, resultou ainda a preensão de 5058 munições de diversos calibres, 22 armas curtas, nove armas longas, seis armas elétricas, nove aerossóis, 12 armas brancas, oito granadas, três sabres baioneta, cerca de 1000 artigos considerados material de guerra e fardamento militar e ainda centenas de peças de armas de fogo (carregadores, carcaças, coronhas, platinas, corrediças, canos, etc.).

O inspetor chefe da PJ de Vila Real, António Torgano, salientou em conferência de imprensa que a quantidade de material apreendido encheu dois camiões, que já foram entregues à Polícia Judiciária Militar.

"Trata-se de uma montra do mercado negro de armas existente e o objetivo desta investigação é reduzir, senão mesmo eliminar, o tráfico de armas e o mercado negro de armas que tem consequências enormes a jusante, nomeadamente permitir a prática de crimes comuns ou mesmo a expansão do crime organizado, que é uma preocupação central da PJ", afirmou.

No âmbito da operação - levada a cabo pela Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real, em conjunto com a Diretoria do Norte, com a colaboração da Polícia Judiciária Militar, da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana -, realizaram-se vinte buscas domiciliárias.

Os detidos irão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

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