PJ bloqueou 35 milhões suspeitos de lavagem de dinheiro

Relatório da Unidade de Informação Financeira aponta para um aumento das denúncias de operações suspeitas.

O esquema parecia ser simples e, ao mesmo tempo rentável: uma recém-criada sociedade envia para vários organismos públicos um documento, no qual se assume como a representante da empresa prestadora de serviços de saúde. A partir de então, todos os pagamentos deveriam ser canalizados para a nova sociedade. Câmaras municipais, institutos públicos, hospitais e serviços centrais do Estado, convencidos da veracidade dos documentos, deram novas instruções para os pagamentos, fazendo com que três pessoas amealhassem dois milhões de euros. Este é um dos casos relatados no relatório anual da Unidade de Informação Financeira (UIF) da Judiciária e que, recentemente, levou a detenções.

Durante o ano passado, a UIF recebeu nove mil denúncias de operações suspeitas. Porém, foram apenas identificados 38 casos com fortes indícios de branqueamento de capitais, os quais deram origem à suspensão e congelamento das respetivas operações, que totalizaram 35 milhões de euros (33 milhões de euros, mais 1,8 milhões de dólares).

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