Pedófilo acusado de 7200 crimes condenado a 19 anos

O homem acusado de mais de 7.200 crimes de abuso sexual de crianças e de mais de 156 mil de pornografia de menores foi condenado pelo tribunal a 19 anos de prisão.

O tribunal determinou ainda o pagamento de 40 mil euros de indemnização às famílias das vítimas.

A leitura do acórdão do caso do homem acusado de mais de 7.200 crimes de abuso sexual de crianças, e de mais de 156 mil de pornografia de menores, decorreu nas Varas Criminais de Lisboa, tendo sido dados como provados todos os factos apresentados pela acusação.

Inicialmente agendada para 18 de janeiro, a leitura foi adiada para hoje, às 13:30, na 2.ª Vara Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, por o coletivo de juízes não ter terminado o acórdão na data prevista, segundo um despacho do tribunal a que a agência Lusa teve acesso, na ocasião.

O julgamento decorreu à porta fechada, por decisão do coletivo de juízes presidido por Clarisse Gonçalves, tendo em conta o cariz sexual dos crimes. A leitura do acórdão, no entanto, como determina a lei, foi à porta aberta.

Fonte judicial disse à Lusa que, nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu 22 anos de prisão, uma vez que, para o procurador, ficaram provados todos os factos constantes na acusação.

Na ocasião, a mesma fonte acrescentou que, pela primeira vez, o arguido falou durante o julgamento, para assumir os crimes, mostrar arrependimento e pedir desculpa às vítimas.

O informático, de 53 anos, morador em Benfica, Lisboa, foi julgado pelos crimes cometidos sobre seis menores: três rapazes e três raparigas.

O suposto pedófilo estava acusado de 7.219 crimes de abuso sexual de crianças agravado, de 156.025 crimes de pornografia de menores - gravados em CD e em discos dos computadores -, e de 1.401 crimes de gravações e fotos ilícitas.

O homem é suspeito de, entre 2007 e 2011, ter praticado atos de natureza sexual, relações sexuais e masturbação com menores, de idades entre os três e os 12 anos.

O arguido terá filmado as relações sexuais, tendo no seu computador centenas de imagens de natureza pornográfica envolvendo menores. É acusado ainda de ter cedido estas imagens e filmes numa página na Internet, permitindo o acesso a terceiros.

O suspeito aproveitou-se, alegadamente, das relações de vizinhança e de confiança com menores, para cometer estes crimes.

O homem detinha uma coleção de milhares de ficheiros com menores e abusos sexuais cometidos, material que foi apreendido.

O arguido encontra-se em prisão preventiva e, além das dezenas de crimes de abuso sexual agravado de crianças, foi acusado pela prática de centenas de crimes de gravações e fotografias ilícitas, e por milhares de crimes de pornografia de menores agravada.

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