Pedidos de ajuda à Frente Comum sobem às dezenas/dia

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública tem recebido dezenas de cartas por dia, de pensionistas e trabalhadores, a darem conta da "situação aflitiva" que vivem, por não conseguirem responder ao custo de vida, revelou hoje a coordenadora.

À margem do primeiro encontro de aposentados da administração pública, que decorreu hoje, em Lisboa, a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, deu conta de que são já às dezenas as cartas e e-mails que chegam à plataforma sindical a denunciar "a situação aflitiva" em que muitos aposentados e trabalhadores vivem atualmente.

De acordo com Ana Avoila, as cartas que chegam a pedir ajuda não trazem um pedido de auxílio monetário, porque quem contacta sabe que "os sindicatos não têm dinheiro", mas trazem antes um pedido de denúncia da situação vivida.

"Não temos só aposentados, mas trabalhadores que não conseguem fazer face ao custo de vida, porque as rendas de casa aumentaram, o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] aumentou, as coisas aumentaram, porque ficaram com menos salário, ficaram sem subsídios e portanto está a ser dramático", afirmou a dirigente sindical.

A coordenadora da Frente Comum alertou para esta situação, assegurando que não se passa apenas na administração pública. Sublinhou ainda que as atuais políticas levadas a cabo pelo Governo de Passos Coelho estão a "atacar" tanto o setor público como o privado.

"As rendas de casa são para todos e os aumentos de custo de vida também. Na carga fiscal o aumento foi brutal e, portanto, são situações que se vivem e que as pessoas tentam transmitir todos os dias à Frente Comum", disse ainda.

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