PCP acusa Governo de "seguir caminho da Grécia"

O PCP acusou hoje o Governo de estar a "acabar com o país" e de, ao preparar uma redução adicional de despesa no valor de 0,6 por cento do PIB, obrigar Portugal a "seguir o caminho da Grécia".

"Isto é a demonstração cabal de que este rumo de austeridade e sacrifícios não terá fim", afirmou o deputado do PCP Agostinho Lopes.

O Ministério das Finanças vai apresentar nos próximos dias à 'troika' uma "avaliação actualizada da situação orçamental e as perspectivas" para 2012, incluindo a especificação dos cortes na despesa no valor de 0,6 por cento do PIB.

De acordo com a primeira actualização do Memorando de Entendimento, hoje divulgada no site do ministério das Finanças, o Governo terá de reduzir despesa até ao valor de 3 por cento do PIB em 2012, acrescentando mais medidas do lado da despesa no valor de 0,6% do PIB, que servirão para compensar a diferença do desvio de 2011.

"Medidas adicionais [às já definidas e que valem 3 por cento do PIB], principalmente no lado da despesa, vão ser tomadas para preencher a diferença que surge da derrapagem em 2011, e que podem ser cerca de 0,6 por cento", lê-se no documento.

Segundo Agostinho Lopes, existe uma "necessidade urgente" de rejeitar o programa acordado com a 'troika'.

"Cada dia que passa é perda de tempo", considerou.

"Aos que nos dizem que este é o caminho para nos afastar do caminho grego, do rumo da Grécia, nós dizemos que é exactamente o caminho da Grécia, de austeridade e sacrifícios em austeridade e sacrifícios até ao desastre final", referiu o deputado comunista.

O deputado do PCP considerou que ao querer "acabar com o défice orçamental", o Governo de coligação PSD/CDS-PP "está é a acabar com o país".

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