Paulo Macedo considera "ultrajante" tentativa de fraude

Num comentário a um caso de fraude revelado hoje pelo DN, o ministro da Saúde afirmou ser imperativo combater a "fraude descarada", que disse ser uma "situação ultrajante" num país com os problemas financeiros que Portugal está a atravessar.

"A fraude é sempre algo que nos toca de forma muito impressionante pelo aspeto negativo que tem. É ultrajante também e, na forma como foi descrita, quase a insultar todos os que estão a trabalhar e a participar neste projeto de combate à fraude". Esta é a reação do ministro da Saúde Paulo Macedo à notícia, divulgada na edição de hoje do DN, sobre um indivíduo que tentou aviar, de uma só, 25 receitas numa farmácia em Cascais.

Esta é uma situação lesiva para o Serviço Nacional de Saúde, que comparticipa aquele tipo de fármacos, e envolve médicos que aceitam prescrever medicamentos, que são procurados no estrangeiro e onde podem ser vendidos por elevado valor.

O estranho aqui é não só o número de receitas envolvido como o facto destas conterem o nome de medicamentos com hormonas, ora para casos de puberdade retardada, ora para estimular a ovulação em problemas de fertilidade.

"É de realçar a atividade da Inspeção-Geral de Saúde, da Polícia Judiciária e do Ministério Público", referiu Paulo Macedo, que falava à amrgem de uma conferência sobre sustentabilidade e financiamento do setor da saúde em Lisboa.

Para o ministro, "não podemos continuar a financiar a fraude e ainda por cima uma fraude descarada. É ultrajante para um país que está com estas dificuldades".

A Associação Nacional de Farmácias apresentou queixa contra o indivíduo.

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