Patriarca invoca "atualidade" do sacrifício de Cristo

O cardeal Patriarca, D. José Policarpo, sublinhou hoje a "atualidade da Cruz de Cristo", na missa que conduziu na Sé Patriarcal de Lisboa, defendendo que a morte de Jesus na Cruz, que hoje se assinala, "tem a atualidade da redenção de cada um de nós e de toda a humanidade e o ato redentor supõe sempre a morte e a ressurreição para uma nova vida". Uma mensagem onde é possível ver uma alusão à nova atitude trazida à Igreja pelo Papa Francisco.

Citando o profeta Isaías - que morreu 681 anos antes do nascimento de Cristo mas, segundo a crença católica, terá previsto a sua chegada, vida e morte -, D. José Policarpo lembrou que Jesus "suportou as nossas enfermidades e tomou sobre Si as nossas dores" (IS.53,4), concluindo que "a Igreja confronta-se com a atualidade da Cruz de Cristo na celebração de todos os sacramentos", mas "sobretudo na eucaristia".

"Atualidade" que, no seu sermão, o patriarca associou a uma "humanidade resgatada". Afirmação que poderá ser entendida como uma referência à atitude e mensagem renovada que o novo Papa Francisco trouxe à Igreja Católica em apenas um mês de Pontificado.

Uma atitude que passa pelo desprezo pelo luxo e pelo conforto e por um apelo à aproximação da Igreja e dos seus representantes ao povo.

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