Passos: Orçamento é "mau", "populista" e mantém austeridade

PSD não apresenta propostas de alteração para não se responsabilizar. Não dará a mão, nem ao CDS, que fará propostas

O líder da oposição, Pedro Passos Coelho, disse hoje que vota contra a Orçamento do Estado para 2016 porque é "um mau orçamento para os portugueses" e não só "não tem uma estratégia económica e financeira sólida" como troca a "prudência" e por "irrealismo" e "populismo".

Para Passos Coelho o governo optou por "um orçamento que a maioria dos analistas independentes considera arriscado, semeando a incerteza quanto ao futuro". Para o líder do PSD, o orçamento falha até nos "pressupostos" eleitorais prometidos pelo PS, pois não consegue "virar a página da austeridade", limitando-se a "tirar com uma mão e dando com a outra". Ou seja: "não acaba com a austeridade, redistribui-a, agravando os impostos da classe média".

Numa declaração na sede do PSD após um encontro com os deputados do partido no Parlamento, Passos disse que o governo de Costa começou por ter um "orçamento expansionista de dinamização da da procura interna", mas que após a negociação com Bruxelas "entendeu responder com choque de expectativas", aumentando os impostos.

O social-democrata considera ainda que com esta jogada o PS só conseguiu "fragilizar a imagem externa do país". Tal como o DN adiantou durante a manhã, Passos Coelho anunciou que o PSD "não fará qualquer proposta de alteração na especialidade".

Como o CDS já admitiu que apresentará propostas de alteração em sede de especialidade, Passos Coelho já admitiu que se irá "abster" naquelas que concordar porque a força do PSD nunca seria suficiente para as aprovar e porque deste orçamento só quer uma coisa: distância.

Passos Coelho diz que este orçamento "só responsabiliza os partidos que suportam o governo no Parlamento". O PSD não quer assim ter nada a ver com o documento nem ser responsabilizado minimamente, por isso não dará qualquer contributo.

O líder do PSD diz que um orçamento é o "instrumento mais sagrado de um governo" e compete a quem governo apresentar propostas, não há oposição.

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