Passos diz que nada aponta para a existência de vítimas de origem portuguesa

O primeiro-ministro afirmou esta tarde que o consulado está, no entanto, a trabalhar para apurar "o mais rápido quanto possível" se existem vítimas de origem nacional no atentado de hoje em Paris.

Pedro Passos Coelho condenou esta tarde o atentado ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, em Paris, que matou 12 pessoas esta manhã, e salientou que nada indique que haja cidadãos de origem portuguesa entre as vítimas mortais. O primeiro-ministro garantiu, contudo, que o consulado e as entidades diplomáticas estão a trabalhar para apurar a informação "o mais rápido quanto possível".

O governante salientou ainda que as sociedades europeias deverão trabalhar para "reforçar os instrumentos e políticas de combate a estes fenómenos", sejam eles de natureza jihadista como parece ser o caso do atentado ao Charlie Hebdo, ou de qualquer outra natureza.

"É importante que todas as sociedades europeias estejam coesas na defesa dos seus valores e na forma como defendem destes ataques, que são terroristas e que não têm nenhuma justificação que não seja lançar o terror e abalar os alicerces dos nossos valores democráticos", afirmou Pedro Passos Coelho.

Já antes, numa carta dirigida ao primeiro-ministro francês, Manuel Valls, Passos Coelho dissera ter recebido com consternação a notícia de que o jornal satírico francês Charlie Hebdo fora alvo de um ataque. "Em nome do Governo português e a título pessoal, condeno nos termos mais firmes este ato de terrorismo odioso que mergulhou a França num imenso luto que partilhamos com desgosto e profunda solidariedade", referiu na missiva, em que apresentou as suas condolências às famílias atingidas.

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