Passos Coelho recusa dizer se governa com Sócrates

O líder do PSD abre a porta a entendimentos com outros partidos, mas lembra que foi o primeiro-ministro que colocou Portugal "nesta crise".

"O PSD está aberto a entendimentos com outros partidos depois das eleições, mas primeiro o país que diga que mudança quer", disse esta quarta-feira Pedro Passos Coelho, rejeitando, contudo, dizer se está aberto a fazer um acordo com José Sócrates, adiantando apenas: "Aqueles que nos puseram nesta crise não têm condições para nos tirar dela e para ser Governo".

Passos Coelho reforçou que além de entendimentos com outros partidos, o PSD está aberto a convidar outras personalidades que não sejam do partido. Mas avisou que qualquer convite ou entendimento só será estudado depois das eleições.

"O país precisa de conhecer a mudança, precisa de quem tenha crédito para gastar daqui para a frente", acrescentou.

Recorde-se que José Sócrates, na entrevista concedida terça-feira à TVI, abriu a porta a um entendimento com Pedro Passos Coelho depois das eleições.

Para Pedro Passos Coelho, a gestão do país tem pecado por mais diálogo do que concretização. "Desde que o PS perdeu a maioria absoluta, conseguimos viabilizar três PEC e dois Orçamentos do Estado, portanto o que mais tem havido é diálogo", defendeu, acrescentando: "O que tem faltado é capacidade de concretização e o que é preciso é que aquilo que se negoceia e se acerta seja depois mesmo cumprido".

O presidente dos sociais-democratas rejeita, contudo, a expressão "união nacional" e esclarece: "Nós precisamos fazer entendimentos entre os vários partidos e o país precisa de ter uma estratégia nacional, mas uma estratégia nacional não é a mesma coisa que ter união nacional. Nós precisamos de um contrato de confiança para Portugal", realçou Passos Coelho.

Sobre a afirmação de José Sócrates de que todos os dados sobre as contas públicas estão disponíveis na Internet, Passos Coelho assegura: "Toda a gente sabe que não [estão]".

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