Passos Coelho está a liderar mas com vantagem curta

O estudo da Católica para o DN, 'JN', RTP e Antena 1 diz que o antigo líder da JSD é o homem certo para comandar o PSD.  Mas Rangel também convence uma boa fasquia do eleitorado.

O País está de olhos postos no PSD. Em vésperas de congresso extraordinário, que hoje arranca em Mafra, e das directas de dia 26, entre os candidatos anunciados à liderança social-democrata, os portugueses apontam Pedro Passos Coelho como o melhor para presidir ao partido e liderar um eventual Governo de Portugal. Mas Paulo Rangel está no seu encalço, a curta distância. Já José Pedro Aguiar-Branco fica muito longe da fasquia conseguida pelos dois adversários. O que mostra que tirou pouco proveito da mediatização que o palco parlamentar lhe deu nos últimos meses.

A sondagem da Universidade Católica para o DN, JN, RTP e Antena 1 mostra que se fossem os portugueses a escolher nas directas de dia 26, Passos conseguia 27%, contra 22% de Rangel, 7% de Aguiar-Branco e 1% de Castanheira Barros.

No eleitorado simpatizante do PSD, Passos e Rangel aparecem ainda mais "colados", ou quase empatados tecnicamente. O primeiro com 35% e o segundo com 32%. Uns escassos três pontos.

Na mesma órbita dos simpatizantes, Aguiar-Branco sobre para os 8% e, curiosamente, Castanheira Barros, que já foi candidato à liderança do PSD nas directas de 2008, nem é tido nem achado na corrida à sucessão de Ferreira Leite.

E se é verdade que o ainda euro-deputado social-democrata e o actual líder parlamentar do PSD combatem no mesmo campo político - o dos que não querem ver Passos nem pintado ao comando da São Caetano à Lapa - a candidatura de Aguiar-Branco funciona mesmo a favor de Passos nas directas que se realizam daqui a duas semanas.

Ou seja, a avaliar pelos dados deste inquérito de opinião, se uma destas candidaturas, nomeadamente a de Aguiar-Branco, desistisse a favor da outra - como apelaram, entre outros, Pacheco Pereira e Alexandre Relvas - Rangel bateria Passos.

E qual dos candidatos anunciados poderá ser melhor primeiro- -ministro? Os inquiridos pela Católica repetem a escolha que fizeram para a presidência do PSD: Passos Coelho, com 26%, seguido por Paulo Rangel, com 19%. José Pedro Aguiar- -Branco volta a ficar-se pelos 7%. No eleitorado próximo do PSD, as percentagens sobem no primeiro caso para os 32%, no segundo para os 30% e no terceiro para os 8%.

É de notar que neste estudo de opinião um elevado número de pessoas, acima dos 35%, e mesmo entre os inquiridos próximos da social-democracia, não tem opinião formada sobre os candidatos à liderança do maior partido da oposição. Nem sobre aquele que deve ser o opositor de Sócrates.

Ficha técnica :

Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de
Notícias e o Diário de Notícias entre os dias 6 e 9 de Março de 2010. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram seleccionadas aleatoriamente dezanove freguesias do
país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II (2001) e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2002 e 2005 nesse conjunto de freguesias, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma, estivessem a menos de 1% do resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1148 inquéritos válidos, sendo que 54% dos inquiridos eram do sexo feminino, 40% da região Norte, 17% do Centro, 31% de Lisboa e Vale do Tejo, 7% do Alentejo e 5% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residentes no Continente por sexo (2007) e escalões etários (2007), na base dos dados do INE, e por região e habitat ma base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 49,6%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1148 inquiridos é de 2,9%, com um nível de confiança de 95%.

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