Passos Coelho culpa Governo pelo endividamento

O presidente do PSD afirmou hoje que, se Portugal está hoje com "uma mão à frente e outra atrás", com endividamento excessivo, foi por responsabilidade do Governo e não do PSD ou do FMI.

Falando em São Bento, no final de uma audiência com o primeiro-ministro, José Sócrates, o presidente do PSD recusou-se a responder às críticas que lhe foram feitas momentos antes pelo líder da bancada socialista, Francisco Assis. No entanto, frisou que "Portugal é sócio do FMI - e quando se fala em reformas estruturais não se está a incorporar uma agenda do FMI, mas a apontar quais as nossas necessidades".

"Infelizmente, o que tem conduzido Portugal a uma situação de endividamento excessivo não é a agenda do FMI, mas foram decisões de governos que se acumularam ao longo de anos e que colocaram Portugal a gastar muito para além das suas possibilidades. É com isso que estamos preocupados", salientou Pedro Passos Coelho.

De acordo com o presidente social-democrata, este Governo "tem sido muito impaciente ao querer imputar ao PSD qualquer referência ao FMI". "Mas, se Portugal está hoje com uma mão à frente e outra atrás, não é por causa do PSD. Portanto, espero que o Governo seja diligente, não apenas reduzindo o défice que ele próprio criou, mas também conduzindo o país a uma reestruturação da área pública que lhe permita pensar que as empresas em Portugal, que criam emprego e riqueza, possam ter acesso ao financiamento e possam ajudar o país a recuperar", acrescentou.

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