Parque Escolar pagou obras que não foram feitas

"Trabalhos a mais" fizeram disparar o valor das obras da Parque Escolar nas escolas secundárias Passos Manuel e D. João de Castro, ambas em Lisboa. No primeiro liceu a derrapagem foi de 46,5%, com as obras a custarem mais 7,5 milhões de euros do que estava previsto, enquanto na segunda a requalificação custou mais 13,2%, o que corresponde a 1,8 milhões de euros.

Os números são dos relatórios do Tribunal de Contas (TC) revelados hoje com os resultados das auditorias a estas duas escolas - as primeiras a serem divulgadas das cinco que foram feitas. Em ambos os casos, a Parque Escolar não submeteu nenhum contrato ao TC para fiscalização prévia, o que faz com que todas as despesas e pagamentos realizados por esta empresa sejam considerados ilegais.

Mas foram os "trabalhos a mais", que não estavam previstos inicialmente, que fizeram disparar o custo da requalificação. Na Passos Manuel - a escola intervencionada que ficou mais cara - foram pagos 5,2 milhões de euros de "trabalhos a mais". Na secundária D. João de Castro estes custaram 1,7 milhões, representando a quase totalidade da derrapagem de 1,8 milhões.

Por outro lado, houve "trabalhos a menos" que nunca foram realizados, mas foram pagos. O TC diz ainda que vários trabalhos da mesma intervenção foram divididos para diminuir o valor global e fugir à obrigação de fazer concurso público.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG