Parlamento volta a aprovar legalização das "barrigas de aluguer"

Deste vez, Passos Coelho absteve-se mas 20 deputados do PSD votaram a favor. PCP e dois deputados do PS votaram contra

O diploma da legalização da "gestação de substituição" foi hoje aprovado no Parlamento, com os votos a favor das bancadas do PS (à exceção dos deputados Renato Sampaio e Isabel Santos), Bloco de Esquerda, PEV, PAN e 20 deputados do PSD.

O requerimento do PSD para adiar a votação foi chumbado por apenas um voto (108 votos contra, 107 a favor e 15 abstenções). Avançou-se então para a votação. Passos Coelho mudou o voto, mas houve, mesmo assim, 20 deputados a votar a favor.

Os deputados sociais-democratas que votaram a favor do diploma do Bloco de Esquerda (que pretende responder às dúvidas levantadas pelo veto do Presidente da República) foram Teresa Leal Coelho, Paula Teixeira da Cruz, António Leitão Amaro, Miguel Santos, Regina Bastos, Pedro Pinto, Duarte Marques, Sérgio Azevedo, Luís Vales, Margarida Balseiro Lopes, Simão Ribeiro, Firmino Pereira, Ângela Guerra, António Lima Costa, Cristóvão Norte e Margarina Mano, Álvaro Batista, Fátima Ramos, Rubina Berardo e António Costa Silva.

Já Passos Coelho (tal como mais sete deputados da sua bancada) absteve-se, ao contrário da primeira vez que o diploma foi a votos no Parlamento, quando votou a favor, ao contrário da indicação da bancada.

Três vice-presidentes da bancada (Miguel Santos, Sérgio Azevedo e António Leitão Amaro) votaram a favor do diploma do Bloco de Esquerda, mas o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, bem como a maioria da bancada social-democrata votou contra.

O diploma já tinha sido aprovado, mas depois foi vetado pelo Presidente da República. O Bloco de Esquerda decidiu submetê-lo de novo a votações com oito alterações.

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