Parlamento rejeita fusão dos transportes de Lisboa e subconcessão da STCP no Porto

A fusão e reestruturação dos transportes coletivos de Lisboa e a subconcessão das empresas públicas de transporte no Porto foram lançadas pelo governo de Passos Coelho

O parlamento aprovou hoje em votação final global a revogação dos decretos-lei do anterior executivo para a subconcessão dos transportes públicos de Lisboa e do Porto, com os votos contra do PSD e do CDS-PP.

Os diplomas aprovados hoje, com os votos favoráveis do PS, BE, PCP, PEV e PAN, e contra do PSD e do CDS-PP, estabelecem a revogação dos diplomas do anterior governo que previam a fusão e reestruturação dos transportes coletivos de Lisboa.

Segundo este diploma, fica estabelecida a autonomia jurídica do Metropolitano de Lisboa, da Companhia de Carris de Ferro de Lisboa, da Transtejo e da Soflusa, cuja reestruturação e fusão tinha sido aprovada Governo de Pedro Passos Coelho.

Com a mesma votação, foi aprovado uma outra lei, que na prática proíbe a subconcessão da STCP (Sociedade de Transportes Públicos do Porto, SA) a privados.

"A atividade de transporte público rodoviário de passageiros na área urbana do Grande Porto, a ser exercida pela STCP, SA, não pode ser transmitida ou subconcessionada a outras entidades que não sejam de direito público ou de capitais exclusivamente públicos", prevê o diploma.

A subconcessão das empresas públicas de transporte foi lançada pelo governo de Passos Coelho (PSD/CDS-PP), que tinha atribuído à espanhola Avanza a exploração da Carris e do Metro de Lisboa, à britânica National Express, que detém a espanhola Alsa, a STCP e à francesa Transdev o Metro do Porto.

No entanto, nove dias depois de ter entrado em funções, o executivo de António Costa (PS) suspendeu "com efeitos imediatos" o processo.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.